Nossos filhos são nossos mestres

Sempre achei que precisava ter controle da situação. E que para isso, bastaria raciocionar, buscar informações e fazer um bom planejamento. Eu estava errada. E precisei ter um filho para entender isso.

Então seu bebê começa a chorar. São 8h26 da manhã. Zero causa aparente. Você pega no colo, faz “shhhhhhhh”, caminha, amamenta… E a professora de ioga esperando… Sim, a aula que vc marca entre a mamada das 6h e a das 9h para tentar retomar a rotina.
A professora foi embora, eu dei um banho morninho no Pedro. Quem sabe isso faz ele acalmar? Não.
O dia passa da mesma forma. Desci com ele no carrinho para um passeio no pilotis da garagem, ele parou um pouco de chorar. Em seguida, mais choro.
O almoço foi feito, servido, e nada do choro parar. O pai chegou, ninou um pouco, eu amamentei de novo. Dois minutos calminho no berço e… Voltou a chorar. Assim foi o dia todo. E às 18h46 ele dormiu. Não me perguntem como. Simplesmente, dormiu. Agora, neste momento, está dormindo. E nada impede que ele acorde aos berros em 5 segundos.
Minha professora de ioga, que veio me salvar das crises de ansiedade durante a gravidez mais do que me ajudar a fazer exercícios sempre fala: “os filhos são nossos mestres.” Ela sempre falava isso quando algo que eu pensava fazer saía de um jeito diferente.
Então a pergunta do dia é: que lição aprendi hoje com meu pequeno mestre? Que nem tudo tem solução, nem explicação. Infelizmente. Eu daria tudo para não ter deixado uma lágrima do Pedro escorrer, mas não tenho esse poder.
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