O pai do meu filho ou “O resgate de um patinho de borracha”

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Conheci o pai do Pedro pelo telefone. Sim, não foi numa boate, nem pela internet. Foi pelo telefone. Ele ligou para se apresentar, trabalharíamos juntos dali pra frente – cada um em uma cidade. Eu não sabia que rosto ele tinha (não tínhamos nem facebook e para poder ver perfil no Orkut era impossível! Foi um lance às cegas mesmo) e me apaixonei pela voz do outro lado da linha dizendo “Meu nome é Tomás e agora você pode passar as sugestões de pauta para mim sempre”. Virei pro lado e falei pra minha colega: “Acabo de falar com o pai dos meus filhos”. Ela respondeu que eu era louca. Como não estou nessa vida pra duvidarem da minha sanidade, fiz de tudo para provar que eu estava certa.

Nem preciso dizer que nunca se viu tanta pauta. O resto dessa história deliciosa não vou contar, me perdoem, mas os melhores detalhes eu guardo para amigos próximos numa mesa de bar com um bom vinho por perto (tinto, de preferência, português).

Fomos morar juntos 4 meses depois e estamos muito bem há quase 9 anos (muito bem inclui aqueles momentos nem tão fáceis assim, mas superáveis). E me pergunto: em que momento eu tive certeza que ele era “o pai dos meus filhos”?

Eu adoro fazer faxina e colocar no lixo tudo que vejo pela frente. Odeio acumular coisas e principalmente fazer consertos. Num desses surtos, vi uma família de patos de borracha que adoro. São a pata – que funciona como saboneteira – e três patinhos. Um deles mordido pela nossa cachorra. Não pensei duas vezes, eliminei o patinho estragado.

No dia seguinte, lá estavam a pata e seus três patinhos na borda da banheira. Comentei o mistério do reaparecimento e Tomás disse que tinha salvado o pato mordido. Segundo ele, eram uma família e não se poderia descartar o patinho porque tinha um defeito, “famílias não fazem isso”. Chorei. Nunca tinha pensado assim. E me dei conta que minha intuição estava certa desde o primeiro alô.

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6 comentários sobre “O pai do meu filho ou “O resgate de um patinho de borracha”

  1. Pingback: “Era uma vez um Patinho e uma Baleia” – Chá de Bebê do Pedro | Arquitetas da Festa

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