Sobre cólicas, coelhos, chocolate e sacrifício 

Sobre cólicas, coelhos, chocolate e sacrifício – Parte 1

Sabe essas fotos de criança pintada de coelho com orelhas de papel? Dessas que lotam as timelines na semana da Páscoa? Meu filho não tem. Essa semana na escola o tema era a sardinha e a comida portuguesa… Longa história. O fato é que a escola dele não comemora datas religiosas. (Acho que as escolas que pintam as crianças de coelho também não. A maioria passa longe da religião, mas vale a brincadeira, a tradição, as lembranças.) Tudo bem. Eu já estava ciente disso. E isso não me incomoda tanto assim. 

Tentei em casa fazer orelhas coloridas pra brincar com meu filho de dois anos. Ele não ligou. Preferiu as brincadeiras de todos os dias. Com papai e com a mamãe. É esse o espírito da Páscoa por aqui: a renovação da família. 

Tem mais uma coisa diferente na Páscoa do meu filho de dois anos. Ele não come ovo de chocolate. Porque nunca pediu pra comer chocolate. Então prefiro esperar. Vamos de bolo. Não deixa de ser uma Páscoa doce. Pra ele. 

Já pra mim… Páscoa sem chocolate não é tão doce assim. 

  

Sobre cólicas, coelhos, chocolate e sacrifício – Parte 2

No dia em que meu filho mais novo completou duas semanas, ouvi o primeiro choro que parecia ser de cólica. Eram seis da tarde e isso, segundo os entendidos em maternidade, não quer dizer outra coisa. É a hora da cólica. 

Não sou marinheira de primeira viagem. Tudo o que fiz para tentar evitar as cólicas do primeiro filho, faria de novo para não ver o pequeno sofrer e a gente se desesperar por conta do choro sem fim. Faria. Mas preferia não ter que fazer. 

Há dois anos, eu cortei da minha alimentação tudo o que poderia causar cólica em bebês. A começar pelo leite e derivados do leite. Foi quando eu descobri que quase tudo que eu gosto de comer vem do leite. E descobri que sou sim capaz de fazer sacrifícios. 

Fiquei dois meses sem comer chocolate, por exemplo. E, juro, não quis acreditar que logo na Páscoa teria que começar essa dieta de novo! Tudo bem que é uma época que tem muito a ver com sacrifício, quando se pensa no significado religioso da data. Mas o que mais se vê e se fala nesse período é sobre coelhos e chocolates. E seria mais que sacrifício. Seria uma tortura. 

Nessa segunda gestação, me antecipei e pesquisei bastante. Pediatras, nutricionistas, especialistas em amamentação são firmes: não há comprovação de que algum alimento consumido pela mãe que amamenta interfira no leite produzido por ela. (O leite deve ser cortado em caso de alergia ou intolerância. Não por causa da cólica. A cólica é resultado de um organismo ainda imaturo.) Gosto de acreditar nisso. Portanto: que venham os chocolates!

Mas e o choro do bebê? Foi só naquele dia. Presente de Páscoa! E se a cólica chegar de verdade, depois, juro que  faço qualquer sacrifício. 













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