Entre peitos e orelhas 

Nascem quíntuplos.

Mãe de 13 filhos espera quadrigêmeos – aos 65 anos!

Sentimentos múltiplos me sobem à cabeça ao ler essas notícias.

A princípio desejo que os bebês cresçam saudáveis e que as mães se recuperem logo. Do susto, com certeza. Depois, penso em como vai ser a rotina dessas famílias. Rotina?

Não é à toa que escrevo sobre notícias de ontem. Um filho de dois anos e um de vinte dias, os dois resfriados, me bastam para ter uma pequena ideia do que é a rotina de cuidar de dois – ou mais – ao mesmo tempo.

Tenho vivido uma maratona. De revezamento.

Numa hora sou peito. O pequeno mama quando quer e bem entende e por enquanto estou respeitando seu tempo.

Noutra hora sou orelha. O maior decidiu ainda pequeno que seu objeto de transição não seria nenhum paninho, soninho, bichinho, nadinha que pudesse me substituir nas horas de sono, manha e chamego. É a minha orelha que ele segura, agarra, aperta e, que delícia, faz um carinho que me põe pra dormir como um anjinho…

Quando o pequeno para de mamar, o maior já está de braços esticados tentando me alcançar. Isso quando já não alcançou. Aí não é revezamento. É contorcionismo mesmo.

Tento ser algo mais que peitos e orelhas, eu juro. Mas no momento, confesso, não almejo ir muito além de uma pausa para o lanche.

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2 comentários sobre “Entre peitos e orelhas 

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