Em um relacionamento sério com a segunda-feira

Relógio marcando 6 horas. Deitada na cama, abro um dos olhos e vejo o pequeno em pé na minha frente. Ele sobe, eu levanto para fazer o leite. Toma leite, deitamos os dois de novo. Vira pra lá, pra cá… nós dois tentando dormir sem sucesso e de tabela acordamos o pai. “Levanta, vamos brincar na sala”. Daí a um pouquinho a pequena acorda no quarto. Mais brincadeiras.

Arruma a mochila, banhos em nós quatro, administra as brigas e as vontades que mais parecem de adolescentes. Pés na rua. Enfia tudo e todos no carro, trânsito, choro, risadas, música alta. Brincadeiras, comida. Comida na roupa – nas deles e na minha – troca fralda de uma, leva o outro pra fazer cocô no banheiro do restaurante.

Parquinho, brincadeiras, machucados, choros, beijos, parquinho, brinquedos. Enfia tudo e todos no carro, desembarca em casa. Brinquedos, “não-quero-dormir”, choros, jantares. Sujeira, vassoura no chão, brinquedos, televisão, band-aid naquele machucadinho de mais cedo, beijos, mimos, amassos.

Sono de uma, agitação do outro, cansaço dos quatro. Leite pros dois, pijamas, escovas de dentes. “Não quero dormir”. Não quero dormir e ponto. “Não vou dormir”. Acalma, negocia, acalma. Cama. Camas.

Pena, domingo de noite. Ufa, domingo de noite.
Ufa, segunda-feira. Pena, segunda-feira.

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