Vamos falar sobre isso

A campanha #meuprimeiroassedio está linda. Um monte de mulher expondo sua história na internet em favor de uma causa. Mas o que seria lindo mesmo era se a massa de depoimentos pudesse conscientizar homens – e mulheres – de que isso é um assunto sério.

Ainda não sei qual é a maneira certa de tocar nessa história com meus filhos. Entre todos os medos que eu tenho em relação a eles soltos no mundo, esse é o meu maior.

Mas uma coisa é certa: os filhos precisam saber, como já bem disse a Casanova nesse texto aqui, que nós, mães, somos suas melhores amigas e que eles devem e podem nos contar qualquer coisa. E a gente, por outro lado, precisa ACREDITAR no que eles dizem. A gente precisa levar eles a sério.

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O #meuprimeiroassedio foi quando eu fazia aula de tênis. Adorava. Mas lembro de um auxiliar da quadra vizinha à minha sempre olhando de uma forma estranha – sei que vocês vão me entender. Não contei pra ninguém. Desisti de jogar por esse e outros vários motivos. Eu era muito nova, não deveria ter que passar por isso. Foi um olhar, ele não encostou em mim, sequer falou nada. Só olhou, me chocou, me incomodou, me envergonhou.

Olha quanta coisa nós, mulheres, precisamos enfrentar desde muito cedo. Tem gente escrevendo que o primeiro assédio foi com 7 anos. Que foi na esquina de casa, foi no ônibus, no cinema. Foi com o cunhado da mãe, o avô, o motorista, o cobrador do ônibus.
Não há pai nem mãe que consiga evitar a maioria dos perigos que as crianças enfrentam desde cedo: cair de um brinquedo, sofrer um acidente, passar por um assalto, sofrer bullying na escola… E o que torna a maternidade ainda mais complexa é que mesmo assim, apesar desses riscos todos, é preciso criar filhos para o mundo. Que missão difícil, viu.  Criar seus filhos para um mundo onde crianças podem ser assediadas por homens escrotos.

Mas se essa campanha puder deixar algum valor na sociedade, que seja a preservação da inocência das crianças por mais tempo.

Recebi essa semana um vídeo que pode ajudar pais e mães a falar sobre isso com as crianças. Ele foi feito pela Rede Marista de Solidariedade. Reproduzo aqui:

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