Carta aberta para Papai Noel

  

Querido Papai Noel,
Nunca sei se essa frase seguinte começa com maiúscula. Me perdoe se errei. Os outros erros de 2015 eu nem vou contar porque estou exercitando a compaixão por mim mesma.
Escrevo para pedir algumas coisas. Se eu quisesse agradecer, escrevia pra outra pessoa, né?
Como o senhor sabe (no seu caso é minúscula, né?), meu filho Pedro nasceu esse ano. Escapamos do fantasma do Zika vírus, tivemos um parto maravilhoso e minha família vai muito bem, obrigada. Também escapei das demissões em massa que aconteceram em várias empresas. Não posso reclamar, já que nem vou editar a retrô 2015 – como bem lembrou minha Guru Bic Muller. Ela merece maiúscula.
Quebrei alguns copos, algumas unhas e até quebrei o pau com algumas pessoas. Menos do que gostaria, mas não estou em boa forma o suficiente pra ficar de pé no ringue.
Eu dei uma olhada na minha lista de metas para 2015, escritas em dezembro de 2014, e não cumpri nenhuma. Muita coisa só dependia de mim e não rolou.
Aí que vem o pedido. Aliás, um desafio para vc (nós modernos não estamos muito a fim de vogais, ok?).
Quero tomar conta da minha vida em 2016. Mandar em mim. Não quero mandar em ninguém, só em mim. Li que quem não corre atrás dos seus sonhos acaba trabalhando pra realizar o sonho dos outros. Então, P.N., eu já fiz a minha parte. Já ajudei um tanto de gente a fazer um monte de coisa, agora preciso tomar um rumo. Ou prumo? O senhor escolhe. Ou o Senhor. Tanto faz.
Se for muito caro ou difícil o meu pedido, pode ser algo mais simples, como um unicórnio. Rosa, gosto de rosa. Só não quero ganhar roupa pq nunca acertam e é preciso ir trocar. E gente me dando trabalho já tenho o que chega, obrigada.
Um lindo Natal pro senhor, agradeça por morar aí na neve porque aqui, como disse o poeta dando voz ao sol: “sou eu bola de fogo e o calor tá de matar”.
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