Feliz Ano Novo! 

Saudade do futuro. Um termo que minha mãe inventou pra dar nome ao sentimento desesperado de ansiedade que eu tenho “de quando em sempre”. Achei que essa bomba-relógio ia desarmar quando eu tivesse filho, que eu ia achar meu lugar no mundo e seria mais serena. Mas a maternidade só piorou isso.

Falei de futuro, mas quero mesmo é falar de passado para vocês entenderem por que as mães precisam se dar um tempo. Apenas repetindo um conselho que escutei, ignorei e hoje quero dizer que foi o melhor que me deram: se dê tempo.

Voltei ao trabalho há um ano. Fiz de conta que estava tudo super bem e além que querer voltar ao trabalho, eu queria ficar magra e  mostrar que eu estava voltando com tudo. Cogitei seriamente fazer um MBA. 

Ok, vocês precisam de uma pausa pra rir de mim. Eu também.

hahahahahahaha

Claro que veio o mundo real e me deu um belo “se liga”.

Cheguei ao trabalho e tudo tinha mudado, até minha mesa estava ocupada. Botei um sorriso no rosto e disse que eu ia resolver tudo. Um dia depois de voltar, fiquei doente, uma crise bizarra de sinusite que me deixou de cama com febre. Dois dias depois, fui viajar a trabalho botando a maior banca que eu era f*** e conseguia deixar meu filho e viajar a trabalho mesmo me recuperando de uma infecção. 

Hoje é óbvio que eu só queria uma salva de palmas. Mas eu estava desorientada, reclamando de trabalhar pouco (quem, em sã consciência, com um bebê de 6 meses, reclama disso?!?) e a ansiedade me pegou de jeito. Comecei a engordar e pirei. Sensação de que estava botando tudo a perder e precisava agir. Sim, foi neste momento que um amiga querida e sábia disse pra eu me dar um tempo e voltar com calma. Quem dera eu a tivesse ouvido. 

Surgiu a oportunidade de ir pra um novo projeto que ia tirar todas as minhas forças, ou melhor, as forças que restavam de alguém que tinha parido há meio ano!!! Nunca trabalhei tanto. A rotina puxada e o trânsito – que com essa mudança passou a ser muito mais duro, me colocaram no meu papel preferido: a coitada que se mata no trabalho. Vejam bem: fui parar lá porque quis e porque estava reclamando que trabalhava pouco! 

Pausa para Adele gritar from the outside: Hello!!!!

Enfim, coroei tudo isso com uma dieta dificílima e as crises de ansiedade vieram com tudo. Vejam que nem falei do meu filho porque a criança estava se comportando muito bem. Eu que não estava.

Procurei ajuda e pisei no freio. 

Amadureci muito ao aceitar que não sou a capa de revista que fica magra e linda com um bebê de meio ano. Nem com um bebê de um ano e ainda longe disso com o bebê de um ano e meio.

Aliás, aceitei que não dou conta de um monte de coisas.

No trabalho, voltei a viver uma excelente fase. Ao meu redor, algumas mudanças que eram mesmo questão de tempo aconteceram, bastava esperar. Sigo no mesmo projeto, feliz e contente, e resolvi o problema do trânsito mudando de endereço. Leiam isso como “tudo na vida tem jeito”. Na verdade, o que precisava de jeito era o meu jeito de lidar com a verdade.

Então, se eu puder falar pra você algo que pode te ajudar, é simples: volte ao trabalho e se dê um ano. Anotou? Um ano. 365 dias. Seja amorosa com você. Comemore essa data! Não seja uma coitada que vive com saudade do futuro. Deixe o futuro chegar e sinta saudade dos momentos que você viveu de verdade com seu pequeno.

Tim-tim!

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Coisas que não se roubam

Babá e empregada são coisas que não se roubam. Marido vem lá depois na lista. Não é desamor pelo glorioso com quem você divide o teto, é civilidade. Imagine que você trabalha o dia todo fora, deixa seu filho com uma pessoa de confiança muito querida e cuidadosamente escolhida e contratada. Eis que você chega em casa e descobre que uma mãe da escolinha de natação abordou a sua babá, perguntou quanto ela ganhava e lhe fez uma oferta. Uma faca pontuda cruza suas costas e atinge órgãos vitais. Francamente, você que estava preocupada com o tempo que o marido gastava no Whatsapp, descobre que não tem mais forças nas pernas pra se manter em pé. Um frio misturado com enjôo, é preciso sentar ligeiro. 
Você estava preparada pra lidar com alguma biscate que avançasse o sinal querendo atropelar você – afinal, você estava meio gordita, feiosa, com péssimo humor e era um alvo fácil até pra atiradoras sem pontaria. Mas o carro veio na contramão e você está ali diante da proposta de outra patroa.
Cobrir o valor poderia ser o menor dos problemas, mas isso só faria a bola de neve aumentar. Como confiar nas outras mães a partir de agora? Como dizer pro seu filho não brincar com o fulaninho porque a mãe dele rouba babás?
Não interessa o desespero, nunca será de bom tom roubar a babá de alguém. Mas ela não tem direito de negociar salário? Você não ouviria a proposta de outra empresa? 
Não misturemos as coisas. Todos temos direito de lutar por melhores salários e mais ainda de flertar com novas possibilidades. Mas o jogo tem regras claras e entre as mães também vale o fair play. Pede uma indicação ou procura uma agência. Ou já inventaram o Tinder das babás?
*texto ficcional baseado em histórias reais (a história real não aconteceu comigo, mas poderia ser com qualquer pessoa)

Carta aberta para Papai Noel

  

Querido Papai Noel,
Nunca sei se essa frase seguinte começa com maiúscula. Me perdoe se errei. Os outros erros de 2015 eu nem vou contar porque estou exercitando a compaixão por mim mesma.
Escrevo para pedir algumas coisas. Se eu quisesse agradecer, escrevia pra outra pessoa, né?
Como o senhor sabe (no seu caso é minúscula, né?), meu filho Pedro nasceu esse ano. Escapamos do fantasma do Zika vírus, tivemos um parto maravilhoso e minha família vai muito bem, obrigada. Também escapei das demissões em massa que aconteceram em várias empresas. Não posso reclamar, já que nem vou editar a retrô 2015 – como bem lembrou minha Guru Bic Muller. Ela merece maiúscula.
Quebrei alguns copos, algumas unhas e até quebrei o pau com algumas pessoas. Menos do que gostaria, mas não estou em boa forma o suficiente pra ficar de pé no ringue.
Eu dei uma olhada na minha lista de metas para 2015, escritas em dezembro de 2014, e não cumpri nenhuma. Muita coisa só dependia de mim e não rolou.
Aí que vem o pedido. Aliás, um desafio para vc (nós modernos não estamos muito a fim de vogais, ok?).
Quero tomar conta da minha vida em 2016. Mandar em mim. Não quero mandar em ninguém, só em mim. Li que quem não corre atrás dos seus sonhos acaba trabalhando pra realizar o sonho dos outros. Então, P.N., eu já fiz a minha parte. Já ajudei um tanto de gente a fazer um monte de coisa, agora preciso tomar um rumo. Ou prumo? O senhor escolhe. Ou o Senhor. Tanto faz.
Se for muito caro ou difícil o meu pedido, pode ser algo mais simples, como um unicórnio. Rosa, gosto de rosa. Só não quero ganhar roupa pq nunca acertam e é preciso ir trocar. E gente me dando trabalho já tenho o que chega, obrigada.
Um lindo Natal pro senhor, agradeça por morar aí na neve porque aqui, como disse o poeta dando voz ao sol: “sou eu bola de fogo e o calor tá de matar”.

A volta ao trabalho

  

São 21:38 em Brasília. Aqui em casa, é a hora em que chego do trabalho na maioria das vezes. A linda Renata Vasconcellos acaba de dizer boa noite e vai chegar em casa ainda mais tarde que eu. Não sei se verá os filhos acordados. Aqui em casa, eu chego e todos dormem e eu ficarei acordada até 23h para dar o mamá do Pedro na esperança dele dormir pelo menos até 4h. Hora em que a Rosana que trabalha aqui em casa deixa seu filho para poder cuidar do meu.
Mas eu voltei ao trabalho em julho e estou falando desse assunto agora por quê? Porque algumas coisas são difíceis de dizer.
Eu voltei ao batente toda pimpona e achando que ia ser super legal voltar a me maquiar e ter outros compromissos além da mamada e troca de fraldas. Cheguei cheia de gás. Já na primeira semana, adoeci. Sinusite com febre e tudo. 
Mas fui guerreira e disse que não ia me abater. Fui viajar, voltei a procurar pautas e personagens feito louca. Não contava que meu coração ia doer tanto.
A verdade é que quando somos profissionais super exigentes não queremos dar bandeira. Só queremos mostrar pro mundo que ainda somos aquela funcionária de antes da licença. E a exigência em casa também é absurda quando temos esse perfil. Não basta ser mãe e profissional, temos que ser super mães e super profissionais.
Mas não somos.
E no meio da frustração de não poder ser tudo, a gente muda.
Eu mudei muito. Coisas que antes eram meu propósito de vida viraram tarefas como outras quaisquer. E coisas que não me sensibilizavam passaram a ser importantíssimas. 
As boas notícias me dão uma alegria imensamente maior agora. 
Sim, eu mudei. Eu sofri por ter mudado porque não me reconhecia mais. Agora eu posso olhar pra trás e abraçar essa mudança. E tenho certeza que, se eu permitir esse abraço, vou até ganhar um upa.

Ser mãe é ter tudo a perder

Esta semana todo mundo chegou em casa e foi apertar seu filho, muitas com lágrimas nos olhos.

Não é possível passar batido pela imagem do menino sírio ou dos pais tentando enfiar as crianças nos trens húngaros.

E se até um tempo atrás era possível ver as notícias da guerra com certo distanciamento, agora não dá mais.

Ser mãe é ter tudo a perder.

Foi isso que aprendi essa semana.

Se os problemas do cotidiano às vezes nos fazem chegar perto do fundo do poço, os problemas do outro lado do mundo mostram que não importa onde quer que se esteja, o fundo do poço só existe quando não podemos salvar nossos filhos.

 

Primeira noite longe do meu bebê

“Não eu não vou trocar de blusa”. Foi o que respondi quando meu marido viu que Pedro tinha babado em mim. Mandíbulas apertadas, respiração difícil e uma sensação de calor e frio ao mesmo tempo. Uma leve náusea. 

Era sábado. Pego a bolsa, pela primeira vez sem paninhos e chupetas, a mala, e sigo meu rumo. Pedro dorme. Mordi o pé dele. Merece, quem tem pé gordo merece levar mordida. Saí. Peraí.

Vamos voltar no tempo 24 horas. 

Na manhã anterior, eu estava sentada no carro chorando em pânico porque teria que viajar a trabalho e pela primeira vez passaria uma noite longe do Pedrinho. Mandei mensagem para todas as minhas amigas em busca de respostas do tipo “que absurdo!”. Consegui. Liguei para a minha mãe para me vitimizar e ela foi exatamente ela. “Vai ser ótimo para você arejar a cabeça, fazer o seu trabalho que você adora, tudo vai dar certo. Ele vai ficar melhor que você. São menos de 24 horas, não faça drama.”

Não, eu não queria ouvir isso, mas ela é a voz da razão. Minha mãe me conhece tão bem que me irrita.

Então vamos avançar as 24 horas e voltar pro momento da despedida. O sábado.

Foi um dia de trabalho normal e bem parecido com os que eu tinha antes de engravidar. Eu tive todos aqueles sintomas da ansiedade, mas controlei. Peguei um avião rumo a São Paulo para uma reportagem. Durante a gravação me distraí e me diverti. Senti culpa por causa disso. Achei que eu devia estar sofrendo, mas não era o caso. Eu estava com saudades, morta de vontade de apertar meu gurizinho, mas também senti que não sou uma bruxa porque viajei.Menos de 24 horas depois de partir, estou de volta com o meu pacotinho no colo. Ele está ótimo. Eu estou mais forte. Só preciso melhorar essa mania de comer demais em café da manhã de hotel. Mas isso é outra história.  

Como levar o bebê?

Fazer um bebê quase todo mundo sabe, mas carregá-lo… Existem mil maneiras de preparar Neston.
Tem canguru, canguru 360º, 9.723 tipos de carrinho, travel system, bebê-conforto, sling… Até colo. Aí, você que tem 35 anos e mais amigas que tem adegas em casa do que bebês, começa a pesquisar. E quanto mais lê, mais confusa fica. 
Resolvi fazer o que faria como jornalista: eleger uma boa fonte e seguir. Liguei pra minha amiga Ana Maria, uma pessoa que eu tenho certeza que pesquisou muitoe tinha as melhores credenciais: era mãe e executiva de logística de uma multinacional e devia saber como carregar uma criança, já que providenciava a carga de toneladas de coisas mundo afora.
Ela me indicou o travel system da Quinny. Era o que ela usava e eu tinha visto como era leve e parecia fácil de dobrar. Chama travel system porque ele vem com bebê-conforto – de uma marca chamada MaxiCosi – e o carrinho da Quinny. Nem pensei duas vezes, comprei. Veio numa caixa imensa e passei uma parte da gravidez só olhando ela de canto. Então decidi que era papel do pai montar (sou machista quando me convém). 
Depois de uns 20 vídeos “how to”, ele foi montando. Achei tudo muito difícil, chorei. Sim, chorei copiosamente pq eu não saberia o que fazer num lance básico que é passear com o guri. 
Como tudo na vida, o uso faz a gente aprender muita coisa. Vencemos essa etapa do monta-desmonta, mas até hoje ainda tenho alguma dificuldade. Mas o que aprendi mesmo é que um bebê-conforto é algo imenso!!! Colocamos no carro e o banco do passageiro, ao lado do motorista, foi inutilizado. No carro, comprado pra “toda família”, só cabe o motorista, alguém atrás e o bebê. Se a sogra precisar de uma carona, não rola (certo que agora algumas grávidas se empolgaram! Rá!).
Outra coisa: o meu carrinho não tinha moisés! Só me dei conta do caos que isso significava quando eu tinha um bebê em casa e não podia deixar ele no carrinho pq ele ficava “dobrado” e não tinha como deixá-lo no berço. Graças a uma amiga, conseguimos um moises vintage de vime muito simpático.
Esta semana, testamos o canguru – que só pode ser usado depois dos 4 meses na opinião da minha pediatra. E mais uma amarga supresa: o lindo e ergonômico canguru caríssimo só serve para o bebê ir de frente pra vc. Algo péssimo! 
E o colo… Esse é imbatível. Gostoso demais, mas lembre que se vc não é mais uma tchutchuca novinha e não frenquentou a musculação como devia, sua lombar e suas escápulas não vão te deixar escapulir. Perdoem o trocadilho, mas é melhor rir se vc está amamentando e não pode tomar relaxante muscular toda hora.
Enfim, esse texto é mais prático que um suspiro literário. Então anotem a dica:
– carrinho precisa dobrar e caber no carro
– rodas grandes garantem conforto ao bebê, mas não entram em qq carro
– sim, vc quer e precisa de um moisés
– se vc for muito alta, como eu, sempre vai ficar um pouco curvada levando o carrinho
– se vc não tiver um carro gigantesco, vai ter que aceitar que só caberão dois adultos e o bebe-conforto no carro
– compre um canguru em que o bebê possa ir olhando pra frente, como vc (sei que vc se acha linda, mas ele quer ver o mundo lá fora)
– só saia com o bebê no colo sem nenhum acessório se for algo bem rápido
– e o sling? Nunca usei, mas tem gente que ama e há quem não goste. Eu acho que não combina comigo

Com licença, a felicidade quer passar

Seis meses. Também conhecido como “um luxo”. Foi essa minha licença-maternidade. Contando com as férias que tirei antes, são sete meses longe do trabalho. Muita gente apostou que eu não aguentaria ficar tanto tempo assim sem trabalhar. Eu mesma achava que ia enlouquecer é preciso confessar que por duas vezes me peguei ensaiando uma conversa com meu chefe pedindo pra voltar antes do fim da licença.
O último mês de gravidez foi um pequeno inferno – tanto pela ansiedade quanto pelo calor que fez no Rio. Sensação térmica de 50 graus em janeiro e uma barriga de nove meses são uma combinação bem complicada. 
Então a bolsa estoura, o grande dia chega e com ele uma nova rotina bem pesada. Mamadas de 3 em 3 horas, a insegurança de não saber se o bebê está mamando o suficiente, a privação de sono que é um tipo de tortura cruel. E aí, vem a cereja do bolo: o marido volta ao trabalho e você passa a sentir uma inveja feroz daquele ser que sai pela porta e volta ao mundo real por 9 horas diárias. Enquanto eu sofria com dor pra amamentar, ele estava onde eu queria estar: no trabalho.
Quando você acha que não vai mais aguentar a pressão, a natureza sabiamente vem com um trunfo, o bebê começa a sorrir. E tudo vai fazendo sentido.
No terceiro mês, a interação melhora ainda mais e o pequeno passa a te olhar com um amor que dá vontade de esmagar de tanta fofura. É a vez do papai sentir inveja da mamãe! Rá!
Então começa a curtição. Cada objeto que ele pega, cada vez que ele ri, os barulhinhos, tudo é uma delícia. E você agradece porque ainda está de licença! Nessa fase, você já resolveu o drama das mamadas e já se organiza pra viver a vida normal. Voltei pra academia e comecei a cuidar de mim.
Agora faltam menos de 20 dias para eu voltar ao trabalho. Aqueles sete meses intermináveis parecem um período tão curtinho, mas é gostoso pensar no quanto pude aproveitar. A licença de seis meses é para que a mãe possa amamentar, mas para mim, foi um presente bem maior que todos os benefícios que o leite materno tem. Esses dois meses a mais vão garantir que eu volte ao trabalho tranquila e cheia de gás, sem culpa. Eu queria dar um upa em quem inventou essa licença de seis meses. E quero deixar claro que lembro bem de quando eu dizia que achava um absurdo alguém se afastar por tanto tempo. E lembro também do medo que eu sentia de alguém pegar meu lugar. Não bati a cabeça, apenas mudei de opinião. 
Pedrinho, a mamãe vai trabalhar, mas meu coração vai ficar no modo “pause” esperando pra te encontrar todo dia. Por favor, espere eu chegar em casa pra mostrar o novo dentinho quando ele aparecer. 

Sujeira, sujeira, não faz assim comigo…

  Jogada no sofá, exausta, reclamo da sorte porque Pedro sujou a fralda, a roupa e o carrinho. Uma coisa daquelas… De repente, me dou conta que acabamos de chegar de viagem e que se o desastre tivesse sido uma hora antes seria dentro do avião. Então me dou conta do tamanho da minha sorte. E da sorte de ter sido uma boa viagem, do Pedro não ter chorado no voo, de eu ter finalmente conseguido levar o carrinho até a porta da aeronave.

Não que eu seja uma Poliana, adoraria ser, mas não sou. Sou uma gata borralheira que tem mais sorte que juízo. E como andei jogando na megasena, tô doida pra saber se gastei toda minha sorte hoje ou ainda  dá pra sonhar com o sapatinho de cristal da Loboutin. 

Galinha News

Todo mundo tem uma mania, a minha é analisar letras de música e achar operações matemáticas em placas de carros. Ouvindo repetidamente a nossa musa/diva/salvadora Galinha Pintadinha, pensei em transformar o DVD num telejornal. Seria assim: Boa noite! A Galinha Pintadinha, recordista de vendas de DVDs no Brasil ficou doente e o marido, o galo Carijó, deixou de prestar atendimento. A galinha foi salva porque os filhos do casal conseguiram chamar o socorro.

Um grupo de caveiras chamou a atenção nessa quinta-feira ao sair da tumba à uma hora da manhã. Ainda de madrugada, pintaram as unhas, tiraram retrato e imitaram chinês. Ao longo do dia, tocaram o terror na cidade – mas era tudo uma ação de marketing para o lançamento de um filme. Às doze, as caveiras fizeram pose no tapete vermelho.

Featured imageUm fazendeiro chamado Seu Lobato foi detido essa manhã por causa do barulho dos animais do seu sítio. Era po-po-pó e au-au-au para todo lado e a confusão irritou os vizinhos. Ele foi liberado após pagar fiança no valor de uma vaquinha.Um caso de incitação de violência foi flagrado enquanto uma morena dizia como se namora. Sambalelê, um jovem morador da Praia Formosa, estava seriamente machucado na cabeça quando populares quiseram lhe dar umas boas lambadas. Foi socorrido pela vizinha.

A seca deixou o Tororó em situação de emergência. Quem foi ao local procurar água não achou, encontrou apenas uma morena da prefeitura orientando os moradores a esperar pelo carro-pipa do Joãozinho. Pai Francisco, conhecido pelo seu requebrado desengonçado, foi levado para a prisão pelo seu delegado. Chico estava dançando na festa de São João quando foi detido. Na hora em que foi algemado pediu que lhe tirassem tudo, menos o violão.

Featured imageDenúncia de falta de infraestrutura no condomínio da Galinha. Os compradores alegam ter ido morar em casas infestadas de cupim e morcegos, com lagartixas abusadas que fazem caretas apesar do habite-se ter sido liberado pela prefeitura. E para encerrar, uma boa notícia! Depois de brigar embaixo de uma sacada, os atores Cravo e Rosa reataram o noivado! A data do casamento foi marcada para o fim do ano depois que Rosa terminar as filmagens de um longa-metragem dirigido por Guel Arraes. Cravo estaria sendo cotado para substituir Tony Ramos na próxima novela das nove.

(Tudo aqui é uma brincadeira!! Nenhum personagem é real. Adivinhem as músicas!)